segunda-feira, 2 de novembro de 2015
domingo, 1 de novembro de 2015
RAIO MALDITO - 11.03.2014
Foi nos nos cinquenta,
que em Barrancos aconteceu,
uma trovoada medonha.
com um raio...uma mulher morreu
E aquela tão jovem mulher,
que de lavar sua roupa vinha,
quando um raio a fulminou,
lá para os lados do baldio!
Eu tinha então oito anos,
meus pais estavam na feira de Moura,
quando tudo aconteu,
com uma trovoada medonha!
E... como ainda em lembro,
daquele raio e trovão,
meu cuidava de nós,
de mim s do meu irmão João!
Só que naquele momento,
meu avô se tinha ausentado
e eu e meu irmão João,
estavamos cada um em seu lado!
Eu vinha trazer à taberna
que o meu pai sempre teve,
um cesto cheio de carvão,
para manter o café quente
ardia todo o dia... no fogão!
Aquele estrondo tamanho,
assustou meu coração,
e fiquei tão amedrontada,
e fugi tão atarantada,
espalhando todo carvão!
Foi um grande reboliço
que se gerou em Barrancos,
nesta vila tão pacata,
quando se soube a notícia
que um raio uma mulher matara!
Toda a população chorou
com grande constrangimento,
a desgraça, daquele raio maldito,
que sem dó nem piedade,
aquela jovem fulminou!
E passaram tantos anos
que tal desgraça se deu,
tudo foi muito rápido,
mas eu ainda me lembro,
como tudo aconteceu!
Barrancos vila pequena
toda gente se conhece
somos todos uns pelos outros
que aquele raio maldito,
quem o ouviu, não esquece!
Ao longo da minha vida,
desde que por mim raciocino
vou lenbrando e lastimando
a grande desgraça provocada,
pelo maldito raio assassino!
E tenho mesmo a certeza,
de que todos que assistiram
e os jovens da minha geração,
lembram aquela tragédia
com um aperto no coração!
Relembrando esta tragédia,
tragédia que eu própria vivi,
estes versos escrevi
passados mais de 60 anos,
esta desgraça nunca esqueci!
antonia bergano
1.11.2015
que em Barrancos aconteceu,
uma trovoada medonha.
com um raio...uma mulher morreu
E aquela tão jovem mulher,
que de lavar sua roupa vinha,
quando um raio a fulminou,
lá para os lados do baldio!
Eu tinha então oito anos,
meus pais estavam na feira de Moura,
quando tudo aconteu,
com uma trovoada medonha!
E... como ainda em lembro,
daquele raio e trovão,
meu cuidava de nós,
de mim s do meu irmão João!
Só que naquele momento,
meu avô se tinha ausentado
e eu e meu irmão João,
estavamos cada um em seu lado!
Eu vinha trazer à taberna
que o meu pai sempre teve,
um cesto cheio de carvão,
para manter o café quente
ardia todo o dia... no fogão!
Aquele estrondo tamanho,
assustou meu coração,
e fiquei tão amedrontada,
e fugi tão atarantada,
espalhando todo carvão!
Foi um grande reboliço
que se gerou em Barrancos,
nesta vila tão pacata,
quando se soube a notícia
que um raio uma mulher matara!
Toda a população chorou
com grande constrangimento,
a desgraça, daquele raio maldito,
que sem dó nem piedade,
aquela jovem fulminou!
E passaram tantos anos
que tal desgraça se deu,
tudo foi muito rápido,
mas eu ainda me lembro,
como tudo aconteceu!
Barrancos vila pequena
toda gente se conhece
somos todos uns pelos outros
que aquele raio maldito,
quem o ouviu, não esquece!
Ao longo da minha vida,
desde que por mim raciocino
vou lenbrando e lastimando
a grande desgraça provocada,
pelo maldito raio assassino!
E tenho mesmo a certeza,
de que todos que assistiram
e os jovens da minha geração,
lembram aquela tragédia
com um aperto no coração!
Relembrando esta tragédia,
tragédia que eu própria vivi,
estes versos escrevi
passados mais de 60 anos,
esta desgraça nunca esqueci!
antonia bergano
1.11.2015
sábado, 31 de outubro de 2015
VIDA - 27.02.2014
VIDA!
Foi em 28 de Maio, à tardinha
Numa casinha singela ,
Que nascia uma menina
Duma maneira tão bela!
Não havia parto sem dor...
Era tudo ao natural,
Com a ajuda da Parteira,
Não havia Epidoral
A tia Eulália a Parteira,
Ajudava sem condição...
Ia aparando os bebés
Sem qualquer remuneração!
Com sua mãe aprendera,
Aquela arte, afinal...
E a todas as mães ajudava,
Era uma mulher especial!
E sem partos programados,
Os bebés iam nascendo...
Espereva-se nove meses,
Sem o seu sexo sabendo!
Fui a terceira dos três
Era um desejo de mãe...
Dar à luz uma menina,
Para juntar aos irmãos
E naquela casa singela.
Mesmo à entrada de Barrancos,
Fomos todos nascendo,
Com tia Eulália ajudando!
E eram tempos difíceis..
. Mas... isso não condicionava,
Que os filhos fossem nascendo,
Mal os pais se descuidavam!
Agradeço aos meus pais,
Todo o Amor que me deram,
Sempre fiz por retribuir,
E para sempre os venero!
Antónia Bergano
31,10.2015
Foi em 28 de Maio, à tardinha
Numa casinha singela ,
Que nascia uma menina
Duma maneira tão bela!
Não havia parto sem dor...
Era tudo ao natural,
Com a ajuda da Parteira,
Não havia Epidoral
A tia Eulália a Parteira,
Ajudava sem condição...
Ia aparando os bebés
Sem qualquer remuneração!
Com sua mãe aprendera,
Aquela arte, afinal...
E a todas as mães ajudava,
Era uma mulher especial!
E sem partos programados,
Os bebés iam nascendo...
Espereva-se nove meses,
Sem o seu sexo sabendo!
Fui a terceira dos três
Era um desejo de mãe...
Dar à luz uma menina,
Para juntar aos irmãos
E naquela casa singela.
Mesmo à entrada de Barrancos,
Fomos todos nascendo,
Com tia Eulália ajudando!
E eram tempos difíceis..
. Mas... isso não condicionava,
Que os filhos fossem nascendo,
Mal os pais se descuidavam!
Agradeço aos meus pais,
Todo o Amor que me deram,
Sempre fiz por retribuir,
E para sempre os venero!
Antónia Bergano
31,10.2015
HIPÓCRISIA - 30.12.2014
HIPÓCRISIA!!!
Eu sei amar de verdade,
Detesto a rejeição,
E sou incapaz de dar,
Amor, sem ser de coração!
Eu já amei muita gente...
Com um amor sem cobrança
E mesmo a quem me magoa,
Eu não pago com vingança!
Sei perdoar, mas não esquecer,
O que acho... ser errado
Mas quando se ama de verdade,
Ser magoada, fica ferida no peito
E aí ele sangra todos os dias,
E dizermos que esquecemos,
Para mim só pode ser...
Uma grande hipócrisia!
Não sou dona da verdade,
Só expresso a minha opinião,
E aquilo que eu escrevo...
Só a mim diz respeito,
Não é para atingir alguém!
É uma forma de estar na vida
Foi assim que me ensinaram...
Que exprssar o que se sente,
É valorizar a verdade,
E o que vai dentro da gente!
E quem me conhece bem
Vai entender esta mensagem,
Onde não há qualquer intenção,
De me considerar diferente!!
Antónia Bergano
31.10.2015
Eu sei amar de verdade,
Detesto a rejeição,
E sou incapaz de dar,
Amor, sem ser de coração!
Eu já amei muita gente...
Com um amor sem cobrança
E mesmo a quem me magoa,
Eu não pago com vingança!
Sei perdoar, mas não esquecer,
O que acho... ser errado
Mas quando se ama de verdade,
Ser magoada, fica ferida no peito
E aí ele sangra todos os dias,
E dizermos que esquecemos,
Para mim só pode ser...
Uma grande hipócrisia!
Não sou dona da verdade,
Só expresso a minha opinião,
E aquilo que eu escrevo...
Só a mim diz respeito,
Não é para atingir alguém!
É uma forma de estar na vida
Foi assim que me ensinaram...
Que exprssar o que se sente,
É valorizar a verdade,
E o que vai dentro da gente!
E quem me conhece bem
Vai entender esta mensagem,
Onde não há qualquer intenção,
De me considerar diferente!!
Antónia Bergano
31.10.2015
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