sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Aí venham ver o Alentejo 5 11 2015

Conceito dos Alentejanos! .16.02.2014

Fui um dia ao Alentejo
e tive a curiosidade,
de confirmar com os meus olhos,
das anedotas... a verdade!
E não é que vi e constatei,
que as anedotas castiças,
honram os Alentejanos,
trabalhando que até chispa!
Trabalham de Sol a Sol.
com suas modas cantando,
desmentindo as anedotas
e o que deles vão falando!
E lá fui eu perguntando,
o porquê das anedotas
e um deles me respondeu
deixo-os irem falando...
que isso não nos importa!
Dos malucos ninguém fala,
chamou-me um a atenção,
nós temos as costas largas,
não nos importamos... não!
E por muito que vos doaa...
o Alentejo não tem par,
somos gente trabalhadora...´
 malandros aqui não há!

antónia bergano.
6.11.2015.

Tourada - arte precisão e valentia

AVÓZINHA!!! . 27.03.2014

Lembro com muita saudade,
aquela linda vélhinha
de seu nome Francisca,
era a minha avózinha,
que durante anos sofreu,
sentada numa cadeirinha,
não se podendo mexer...
mas sempre com a mesma genica
recusando ser coitadinha,
recusando-se a ouvir dizer...
para estar assim sofrendo,..
mais valia ela morer!

E... um dia uma vizinha,
perante tanto sofrimento
que tinha a minha avózinha,
se descuidou a dizer...
isto não é vida, isto não é viver!
e a minha avó respondeu...
Se não estás bem no Mundo,
tenta morrer tu sòzinha...
eu morrerei quando Deus quizer,
não estou estorvando ninguém,
quietinha na minha casinha!!!

Eu tinha então sete anos "1951"
e esta minha avózinha,
que sofia horrivelmente...
ainda tinha paciência,
para me contar histórias...
para me passar valores,
ensinar o que era a vida...
e com grane resignação,
aceitava o sofrimento
e da vida não largava mão!!!

E um belo dia me disse...
filha quando eu morrer,
vai pôr umas velas à Santinha,
para ela me perdoar,
os pecados que cometi...
e quando nos reentrarmos,
eu te poder agradecer,
a Santinha me ter perdoado,
e eu descansar em Paz!!!

antónia bergano
05.11.2015

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

ECOS DA MINHA INFÂNCIA - 6.03.2014

Nos campos do Alentejo,
lá para os lados das voltas,
muito tempo eu passava,
com os meus tios, caseiros,
numa parcela pequena
muito tempo eu passava,
onde ovelhas e vacas pastavam!

Mesmo juntinho à ribeira,
que faz fronteira com Espanha,
em noites de lua cheia,
com meu tio,Manuel íamos
eu e meu primo João pescar
e com grande entusiasmo
as redes de peixe tirar!

E era lindo de se ver,
em noite de lua cheia.
as bogas todas a boiar
como um manto de prata
a noite parecia dia,
e ao longo da ribeira
muito peixinho havia!

Também se pescava à lapa,
com meu tio e meu primo João
percorríamos a ribeira
e naquelas grandes charcas
com a águas transparente
debaixo das lapas havia
peixinho para toda a gente!

Eram tempo difíceis,
o contrabando abundava
e com a minha tia Lala,
vinhamos à vila de burrico..
eu e o meu primo João.
buscar o café que se  levava...
e com as crianças se disfarçava!

Café "Barco" se chamava...
e o meu tio Manuel pela noite,
para Espanha o passava..
e a entrega era feita,
na choça do tio Laureano
chovesse ou fizesse frio,
mesmo com a ribeira cheia,
o negócio não parava!

E eu e o meu primo João
lá no monte nós ficávamos
assim como dois irmãos,
que os nossos tios adoravam
e durante muitos anos
A rotina se mantinha...
nós éramos os dois filhos,
que os meus tios não tinham!

E na noite de Natal,
fingindo que não sabíamos,
punhamos sapatos na chaminé
aguardando que o Menino Jesus,
pusesse neles as prendinhas.
que só no outro dia se abriam,
logo pela manhãzinha,
Sempre com grande alegria!

Passaram-se tantos anos...
mas não me consigo esquecer
as prendas do sapatinho,
que nos enchiam de prazer...
e daquele amor e carinho,
que nossos tios nos deram,
fazendo de nós os filhos,
que eles nunca tiveram!

Onde quer que vocês estejam,
vos lembrarei com saudades
e eu nunca esquecerei
de todo o amor que me deram
e de todo o carinho sem fim....
que em meu coração deixaram,
guardando a sete chaves
a gratidão e a vossa bondade!

antonia bergano.
5.11.2015





quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Flores da Amazônia - Com beijos meus Antonia!!

Quadras soltas!

Hoje não estou inspirada,
para fazer uma poesia
vou ditar umas quadras soltas
sem rima e sem metria!

Minhas saudades são espinhos,
minhas alegrias são rosas.
Jinto a saudade à alegria
vejo o Mundo cor de rosa!

As rssas são os meus encantos,
as flores a minha alegria
a tua ausência saudades
do que fomos algum dia!

Rosa vermelha perfumada,
sinto o teu cheiro no ar,
arrastando a Amizade
que tenho para te dar!

Vou ditando para o papel
algumas tristes desilusões,
que agravam a minha tristeza
mas também me dão grandes lições!

Os dias passam a correr,
aumenta em dobro a saudade,
esforço-me por não sofrer,
encaro de frente a verdade!

Pensando... pensando bem,
me saem quadras à toa
e vou aliviando também ,
a saudade que magoa!

Barrancos minha terra amada,
és a menina dos meus olhos,
tu é que és a minha fada,
e sempre por ti fui apaixonada!

Estas quadras soltas que vos deixo
espelham os meus sentimentos,
o meu sentir de Barrancos
que lembro em todos os momentos!

Para todos o meu abraço
e aminha consideração
mais de 50 anos de ausência,
não esqueceram meu chão!

antonia bergano.
4.11.2015