Passaram-se tantos anos,
eu era ainda uma criança
mas jamais esquecerei....
quando em Barrancos se deu,
grande fluxo de emigração! "anos 50/60"
Homens que obrigados a partirem,
para a França e para a Suissa,
para ganharem o seu pão,
deixavam suas famílias
com grande dor no coração!
Era a dor da ausência...
era a door de saudade...
era a dor da sobrevivência...
era a dor da incerteza...
pois muitos saíam a salto,
inseguros no destino...
sem certezas de trabalho!
Partiram ao Deus dará,
mas tinham de arriscar
por variadas razões...
sobretudo para seus filhos criar,
com o mínimo de condições!
E as famílias resignadas,
encaravam este destino,
e íam sendo ajudadas,
por aqueles que por sorte,
tinham grande coração,
e os íam ajudando,
sem nenhuma condição...
apenas emprestando dinheiro,
no mínimo para a alimentação,
uns podim... mas outros não!
E quem ajudava então?
não era o antigo patrão,
eram os estabelecidos...
como o meu pai Taberneiro,
ou a minha mãe Pdeira,
ou outros remediados....
que íam dando uma mão
a estas famílias com filhos,
para que não faltasse o pão
e vivessem com resignação!
Isto não era caridade,
mas era uma ajuda sã,
era Solidariedade...
que se fazia com gosto,
mas também com sacrifício,
porque o dinheiro era pouco!
mesmo nos mais remediados
e era feito por muitos outros,
como o meu pai e minha mãe!
E com estes valores crescemos,
aprendendo com a vida...
marcada com ferro em brasa,
sabendo dar muito valor.
a esta Solidariedade,
não cobrando resompensa,
feita de boa vontade,
ficando de bem com a consciência,...
rejeitando a caridade!!!
antonia bergano
7.11.2015
sábado, 7 de novembro de 2015
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
Conceito dos Alentejanos! .16.02.2014
Fui um dia ao Alentejo
e tive a curiosidade,
de confirmar com os meus olhos,
das anedotas... a verdade!
E não é que vi e constatei,
que as anedotas castiças,
honram os Alentejanos,
trabalhando que até chispa!
Trabalham de Sol a Sol.
com suas modas cantando,
desmentindo as anedotas
e o que deles vão falando!
E lá fui eu perguntando,
o porquê das anedotas
e um deles me respondeu
deixo-os irem falando...
que isso não nos importa!
Dos malucos ninguém fala,
chamou-me um a atenção,
nós temos as costas largas,
não nos importamos... não!
E por muito que vos doaa...
o Alentejo não tem par,
somos gente trabalhadora...´
malandros aqui não há!
antónia bergano.
6.11.2015.
e tive a curiosidade,
de confirmar com os meus olhos,
das anedotas... a verdade!
E não é que vi e constatei,
que as anedotas castiças,
honram os Alentejanos,
trabalhando que até chispa!
Trabalham de Sol a Sol.
com suas modas cantando,
desmentindo as anedotas
e o que deles vão falando!
E lá fui eu perguntando,
o porquê das anedotas
e um deles me respondeu
deixo-os irem falando...
que isso não nos importa!
Dos malucos ninguém fala,
chamou-me um a atenção,
nós temos as costas largas,
não nos importamos... não!
E por muito que vos doaa...
o Alentejo não tem par,
somos gente trabalhadora...´
malandros aqui não há!
antónia bergano.
6.11.2015.
AVÓZINHA!!! . 27.03.2014
Lembro com muita saudade,
aquela linda vélhinha
de seu nome Francisca,
era a minha avózinha,
que durante anos sofreu,
sentada numa cadeirinha,
não se podendo mexer...
mas sempre com a mesma genica
recusando ser coitadinha,
recusando-se a ouvir dizer...
para estar assim sofrendo,..
mais valia ela morer!
E... um dia uma vizinha,
perante tanto sofrimento
que tinha a minha avózinha,
se descuidou a dizer...
isto não é vida, isto não é viver!
e a minha avó respondeu...
Se não estás bem no Mundo,
tenta morrer tu sòzinha...
eu morrerei quando Deus quizer,
não estou estorvando ninguém,
quietinha na minha casinha!!!
Eu tinha então sete anos "1951"
e esta minha avózinha,
que sofia horrivelmente...
ainda tinha paciência,
para me contar histórias...
para me passar valores,
ensinar o que era a vida...
e com grane resignação,
aceitava o sofrimento
e da vida não largava mão!!!
E um belo dia me disse...
filha quando eu morrer,
vai pôr umas velas à Santinha,
para ela me perdoar,
os pecados que cometi...
e quando nos reentrarmos,
eu te poder agradecer,
a Santinha me ter perdoado,
e eu descansar em Paz!!!
antónia bergano
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
ECOS DA MINHA INFÂNCIA - 6.03.2014
Nos campos do Alentejo,
lá para os lados das voltas,
muito tempo eu passava,
com os meus tios, caseiros,
numa parcela pequena
muito tempo eu passava,
onde ovelhas e vacas pastavam!
Mesmo juntinho à ribeira,
que faz fronteira com Espanha,
em noites de lua cheia,
com meu tio,Manuel íamos
eu e meu primo João pescar
e com grande entusiasmo
as redes de peixe tirar!
E era lindo de se ver,
em noite de lua cheia.
as bogas todas a boiar
como um manto de prata
a noite parecia dia,
e ao longo da ribeira
muito peixinho havia!
Também se pescava à lapa,
com meu tio e meu primo João
percorríamos a ribeira
e naquelas grandes charcas
com a águas transparente
debaixo das lapas havia
peixinho para toda a gente!
Eram tempo difíceis,
o contrabando abundava
e com a minha tia Lala,
vinhamos à vila de burrico..
eu e o meu primo João.
buscar o café que se levava...
e com as crianças se disfarçava!
Café "Barco" se chamava...
e o meu tio Manuel pela noite,
para Espanha o passava..
e a entrega era feita,
na choça do tio Laureano
chovesse ou fizesse frio,
mesmo com a ribeira cheia,
o negócio não parava!
E eu e o meu primo João
lá no monte nós ficávamos
assim como dois irmãos,
que os nossos tios adoravam
e durante muitos anos
A rotina se mantinha...
nós éramos os dois filhos,
que os meus tios não tinham!
E na noite de Natal,
fingindo que não sabíamos,
punhamos sapatos na chaminé
aguardando que o Menino Jesus,
pusesse neles as prendinhas.
que só no outro dia se abriam,
logo pela manhãzinha,
Sempre com grande alegria!
Passaram-se tantos anos...
mas não me consigo esquecer
as prendas do sapatinho,
que nos enchiam de prazer...
e daquele amor e carinho,
que nossos tios nos deram,
fazendo de nós os filhos,
que eles nunca tiveram!
Onde quer que vocês estejam,
vos lembrarei com saudades
e eu nunca esquecerei
de todo o amor que me deram
e de todo o carinho sem fim....
que em meu coração deixaram,
guardando a sete chaves
a gratidão e a vossa bondade!
antonia bergano.
5.11.2015
lá para os lados das voltas,
muito tempo eu passava,
com os meus tios, caseiros,
numa parcela pequena
muito tempo eu passava,
onde ovelhas e vacas pastavam!
Mesmo juntinho à ribeira,
que faz fronteira com Espanha,
em noites de lua cheia,
com meu tio,Manuel íamos
eu e meu primo João pescar
e com grande entusiasmo
as redes de peixe tirar!
E era lindo de se ver,
em noite de lua cheia.
as bogas todas a boiar
como um manto de prata
a noite parecia dia,
e ao longo da ribeira
muito peixinho havia!
Também se pescava à lapa,
com meu tio e meu primo João
percorríamos a ribeira
e naquelas grandes charcas
com a águas transparente
debaixo das lapas havia
peixinho para toda a gente!
Eram tempo difíceis,
o contrabando abundava
e com a minha tia Lala,
vinhamos à vila de burrico..
eu e o meu primo João.
buscar o café que se levava...
e com as crianças se disfarçava!
Café "Barco" se chamava...
e o meu tio Manuel pela noite,
para Espanha o passava..
e a entrega era feita,
na choça do tio Laureano
chovesse ou fizesse frio,
mesmo com a ribeira cheia,
o negócio não parava!
E eu e o meu primo João
lá no monte nós ficávamos
assim como dois irmãos,
que os nossos tios adoravam
e durante muitos anos
A rotina se mantinha...
nós éramos os dois filhos,
que os meus tios não tinham!
E na noite de Natal,
fingindo que não sabíamos,
punhamos sapatos na chaminé
aguardando que o Menino Jesus,
pusesse neles as prendinhas.
que só no outro dia se abriam,
logo pela manhãzinha,
Sempre com grande alegria!
Passaram-se tantos anos...
mas não me consigo esquecer
as prendas do sapatinho,
que nos enchiam de prazer...
e daquele amor e carinho,
que nossos tios nos deram,
fazendo de nós os filhos,
que eles nunca tiveram!
Onde quer que vocês estejam,
vos lembrarei com saudades
e eu nunca esquecerei
de todo o amor que me deram
e de todo o carinho sem fim....
que em meu coração deixaram,
guardando a sete chaves
a gratidão e a vossa bondade!
antonia bergano.
5.11.2015
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
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