domingo, 22 de novembro de 2015

Indo eu de Longe ao Perto - 21,11,2015

O meu Casamento - 18.12.1966

Faz quarenta e nove anos,
que nos Jerónimos me casei,
tinha então vinte e dois anos,
por essa experiência passei!
São os anos dos nossos sonhos,
também da nossa juventude,
que passamos de dois a um,
com amor em plenitude!
É uma carta fechada,
mas uma boa experiência
seja para o bem ou para o mal,
onde tem de haver persistência!
Tolerância e verdade,
dois componentes exigíveis,
para o casamento dar certo
e podermos ser felizes,
não há casamentos perfeitos,
tal como nenhum de nós somos,
mas esta é a lei da vida,
cumprir com o que nos propomos!
Há fases boas e menos boas,
que a tolerância ultrapassa,
casar e termos nossos filhos,
é como uma acção de graça!
Tive dois filhos que são,
a menina dos meus olhos,
felizes de quem os tem
e que disso faz muito gosto!
Não desprezo a felicidade,
agarro-a com as duas mãos,
ultrapassando barreiras,
ouvindo o meu coração!

Antónia Bergano
22.11.2015




Homens que morem de pé como as árvores! 21.11.2015.

Com um título extenso
e muito para dizer,
peguei hoje no papel
e comecei a escrever!
Palavras do coração,
que me saem sem esforço,
pensando no que ouvi ontem.
que aliás conheço bem,
mas não tanto como aqueles,
que o viveram e sentiram no corpo!
Alentejanos a falar,
em tempos que já lá vão,
que explicam muito bem,
o que sentem no coração,
porque o sentiram na pele
e deixaram a sua marca
e com grande sabedoria,
o explicam cara a cara!
Trabalho, suor e dor,
que denunciavam a cantar,
explicando a razão,
do porquê, o cante Alentejano,
é cantado devagar,
suave...suavemente!
Nos campos so Alebtejo,
com chuva ou calor intenso,
no seu cantar se deunciava,
o que se sentia por dentro!
Corpos curvados nas ceifas,,
na apanha da azeitona,
ou em qualquer trabalho árduo,
seus corpos suados e cansados,
nas cantigas que cantavam,
era assim que o denunciavam!
Havia miséria, fome e dor,
mas o trabalhador encarava,
"sem queixumes ou desabafos,
falando uns com os outros"
mas sim nas cantigas,
o íam denunciando!
Cantando devagarinho,
com Dignidade e Valor,
traziam na voz sofrida
e íam cantando ao sabor,
do que era as suas vidas!
Isto é ser Alentejano,
antes vergar que partir,
nos campos do Alentejo,
se vivia mesmo assim!

Antonia Bergano.
22.11.2015
22.11.2015.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

DISTÂNCIA - 5.04.2014

Nem sempre a distância afasta...
cheguei a esta conclusão,
que a vida se encarrega,
de nos ensinar a lição!
Nunca tinha pensado nisto,
tinha sim esta sensação,
estamos sempre a aprender,
acontece com frequência,
quer seja consciente ou não!
E os sentimentos ajudam,
a menter a proximidade,
quando isso não acontece,
é porque esse sentimento,
não existe na verdade...
não tem as ditas amarras,
consolidadas e fortes,
para manter a firmeza,
para suportar a dor
e aguentar a saudade!

Antónia Bergano.
20.11.2015.


AS MINHAS FOTOS 20.11.2015







COM CARINHO! 20.11.2015