terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Em Homenagem aos meus Pais

SAUDADE

O meu coração chora,
com uma grande saudade,
dos meus adorados pais,
que comigo, sempre trago!
Tempos felizes se foram,
quando os meus pais eu perdi,
sendo esse o ciclo da vida,
eu nunca me conformei,
e sinto saudades sem fim!
Se eu os pudesse encontrar,
e abraçá~los todos os dias,
aquietaria o meu coração,
com a sua companhia!
Encontro-os no meu pensamento,
sempre com redobrada saudade,
com uma angustia cá dentro,
que me magoa de verdade!
Com a morte tudo acaba,
tudo vai para a eternidade,
ficando apenas  saudade,
que faz doer de verdade!
Quer nós queiramos ou não,
os nossos pais sempre serão
a razão do nosso viver.
o verdadeiro ciclo da vida...
é nascer...viver... e morrer...

antónia bergano.
4.01.2016

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

"Háblame suavemente". Rudy Márquez

VIOLÊNCIA

Muitas vezes fico pensando,
como este Mundo anda louco,
e todos os dias vão aparecendo,
notícias de mortes... são um sufoco!
Matam-se pessoas como coelhos,
não há respeito pela vida,
a violência doméstica
duma forma desmedida!
E as mulheres são normalmente,
da violência as principais vítimas,
sejam crianças, jovens ou idosas...
por onde anda a justiça?
E sangra-me o coração,
perante tantas atrocidades
e que não se faça justiça,
perante tantas barbaridades!
É à paulada... é à faca..
é a tiro de espingarda,
é a amarrar e atear fogo,
dentro das casas encerradas!
E chego-me a perguntar..
de quem é a culpa disto,
e cada vez mais me convenço,
dos motivos que aqui existem!
É a falta de trabalho,
são as casas penhoradas,
são apoios sem resposta,
que levam ao desespero,
neste quadro tão negro!
Não estou a desculpar os assassinos,
de faca, espingarda ou fogo posto,
Estou apenas a constactar,
que há mais culpados em jogo!
Um País suicidado...
os grandes ladrões à solta...
assassinos não julgados...
tornou-se o dia a dia...
deste Portugal desgovernado!

antónia bergano.
Novº de 2015


Amália Rodrigues - Minha mãe me deu um lenço

Manuel de Almeida -Teus olhos são dois garotos

Amália Rodrigues - Duas luzes

OLHANDO O MAR

Quando estou triste,
olho o mar que me acalma,
encho o peito de ar e respiro fundo,
a a brisa do mar suave e calma,
inalada pela espuma das ondas,
vem acariciar o meu rosto,
deixando um sabor a sal,
que a minha boca saboreia,
como um bálsamo real,
e o meu corpo inala...
o seu odor a sal!
Quizera eu ser Poeta, quizera eu,
ter no meu lápis a precisão,
para escrever os meus versos,
com toda a perfeição!
Dou asas ao meu pensamento,
e as frases me vão saindo,
pior ou melhor engendradas,
me dão um alívio profundo!
Quizera eu ser Poeta... quizera eu...
para descrever o Amor,
com toda a perfeição,
porque o amor perfeito,
conforta o nosso coração...!!!

antónia bergano
10.01.2016,